9.2.11

...no silêncio...

...Deitados pela noite dentro imagino um toque de pele macia e escorregadia,sentindo como que a sugestão da sugestão do suor...deitados naquele chão...lutando contra a nossa resistência sob os ramos de as folhas frescas, sentimos o vento fluir a partir da janela acima de nós...Os olhos cruzam-se por breves momentos implorando uma chance, de abandonar todas e quaisquer incertezas existentes...Sinto gentilmente a tua boca a tocar em meus lábios, como que desenhando delicadamente o desejo quente e ardente dos teus pensamentos...como se viessem de um poço profundo...profundo de desejo de vontade... e eis que então as línguas aquecidas se encontram a meio, sentindo o ar quente e vivificante..bebendo o avidamente o vinho das nossas paixões..intoxicados com esses espíritos, com as roupas em descanso pelo chão.
...Delicadamente as peças vão caindo...uma a uma...até não existir mais nenhum esconderijo para os dois corpos reluzentes e sedentos... A fome revelou-se nesse momento quente...logo de seguida...a pele embate na pele fazendo do chão o palco...tu facilmente sobes para cima de mim...baixando o teu corpo sobre o meu suavemente...beijando-me enquanto eu enchia o teu espaço...Sinto um suspiro quebrando o beijo...sentindo as tuas mãos acariciando as minhas costas...tornando-se num enredo...o nosso ritmo lento cedeu a urgente e exigentes impulsos de paixão, arqueando o meu corpo para teu conforto tu jogas-te em êxtase com a força dos golpes...deixando me a gritar e gemendo encharcado no esquecimento de novo e de novo...gemes o meu nome na parte de trás da garganta, à medida que os nossos corpos exigem mais, cada um dando ao outro, agarrando libertando-te logo de seguida para te agarrar de novo de forma a te libertar num esforço a aliviar o teu controle...Sinto novamente... o sabor da tua pele entre os meus lábios, como nenhum outro...ouvindo o teu grito de misericórdia enquanto os meus dentes encontram a tua pele quente...ao mesmo tempo que as tuas mãos agarram os meus cabelos trazendo a minha cabeça para trás colocando o meu corpo sob tensão...tu mexes-te com um golpe final e de quebra...levando o nosso caminho aos picos de êxtase, libertando os nossos gritos a ecoar como gritos de guerra...Recebo o peso do teu corpo caindo sobre o meu, ainda reluzente e ardente,e eu como um braseiro num final de noite de inverno...brilhando no escuro lançando como uma luz de boas vindas....

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